Storytelling como sistema: como a Âme transformou dados densos em narrativa viva para o Instituto Akatu

   07/01/2026  |     Victória Lieberknecht

Comunicar impacto social exige mais do que boas intenções. Exige método, leitura de contexto e, principalmente, a capacidade de transformar dados em narrativa. Não uma narrativa genérica ou publicitária, mas uma construção capaz de sustentar temas complexos, traduzir informações densas e criar conexão real com diferentes públicos. Tudo sem perder profundidade, responsabilidade ou sensibilidade.

Neste post, a Âme compartilha os bastidores de um trabalho que uniu estratégia, redação, design e storytelling para transformar dados em narrativa, criando conteúdos acessíveis, humanos e relevantes – fortalecendo a autoridade do Instituto Akatu como referência nacional em consumo consciente.

Ilustração de celulares mostrando como a âme storytelling transformou dados em narrativa para o instituto akatu

O desafio: quando dados, prêmio e impacto precisam conversar

Quando o Instituto Akatu chegou até a Âme, o desafio era claro e, ao mesmo tempo, complexo: comunicar dois relatórios densos e fundamentais sobre consumo e sustentabilidade no Brasil e um prêmio internacional da UNESCO, sem que isso soasse frio, excessivamente institucional ou autopromocional.

A fonte de informação era robusta:

  • Um reconhecimento global concedido ao Edukatu, uma das maiores premiações internacionais em educação para a sustentabilidade.
  • A pesquisa Akatu & DataRaça – O Consumo Invisível da Maioria, um estudo inédito sobre consumo e população negra no Brasil.
  • A Pesquisa VSS – Vida Saudável e Sustentável, em sua 7ª edição, conectada estrategicamente à COP30.

O risco era evidente. Trabalhos profundos poderiam facilmente ser reduzidos a comunicados isolados, fragmentados e pouco conectados com quem está do outro lado da tela. Informações importantes correriam o risco de virar apenas mais uma notícia no feed. Vistas, mas não sentidas.

imagem ilustrativa de uma máquina de escrever com o escrito "storytelling" na folha

O ponto de partida: storytelling como sistema para transformar dados em narrativa

Desde o início, a decisão foi clara: não tratar o storytelling como acabamento, mas como estrutura. Isso significava assumir que a narrativa não entraria no final do processo, mas guiaria todas as escolhas, do planejamento à execução, do texto ao design, do primeiro post ao último.

Na prática, isso significou organizar os dados, definir ritmos, escolher recortes e construir uma narrativa contínua, onde cada conteúdo soubesse:

  • por que existia,
  • com quem falava,
  • e o que precisava provocar.

O objetivo não era simplificar os dados, mas traduzir complexidade sem perder profundidade. Criar conteúdos informativos e relevantes, mas que também despertassem interesse, empatia e reflexão. Conteúdos que pudessem ser compreendidos racionalmente, mas também sentidos – porque impacto real acontece quando informação e emoção caminham juntas.

Três frentes, uma narrativa única

A partir disso, o planejamento se estruturou em três grandes frentes. Embora distintas entre si, todas estavam conectadas por um mesmo fio narrativo, pensado para dar coerência, continuidade e sentido ao conjunto da comunicação.

Fotografia do instituto akatu recebendo o prêmio na onu

1. Prêmio UNESCO para o Edukatu

O reconhecimento internacional precisava ser traduzido em orgulho, relevância e impacto no Brasil. Mais do que anunciar a conquista, o desafio era mostrar o que ela representava em termos de educação, futuro e transformação social.

imagem ilustrativa de como âme storytelling transformou dados em narrativa para o instituto akatu na pesquisa dataraça

2. Pesquisa Akatu & DataRaça – O Consumo Invisível da Maioria

Um estudo urgente, profundo e sensível. Falar sobre racismo no consumo exigia empatia, responsabilidade e coragem narrativa.

Aqui, o storytelling ajudou a comunicar dados duros da realidade sem simplificar nem silenciar. A linguagem verbal e visual foi usada para evidenciar o tamanho da população historicamente invisibilizada pelo mercado – inclusive com decisões simbólicas, como colocar e retirar pessoas negras das imagens, ampliando a percepção de ausência e presença.

imagem ilustrativa de como âme storytelling transformou dados em narrativa na pesquisa VSS

3. Pesquisa VSS – Vida Saudável e Sustentável

Já consolidada e em sua 7ª edição, a VSS foi estrategicamente conectada à COP30, criando senso de atualidade, urgência e diálogo com os debates globais sobre sustentabilidade.

Essa conexão ajudou a gerar engajamento qualificado e a posicionar a pesquisa dentro de um contexto maior, que extrapola números e gráficos.

O desafio da linguagem: profundidade sem afastamento

Um dos maiores desafios do projeto foi a linguagem. Não apenas o que dizer, mas como dizer, em que tom, em que profundidade e em qual contexto. Era necessário falar, ao mesmo tempo, com:

  • educadores e escolas,
  • empresas e lideranças corporativas,
  • parceiros institucionais,
  • e o público geral que acompanha o Akatu.

A solução foi respeitar as especificidades de cada canal. No LinkedIn, textos pensados exclusivamente para a plataforma, com linguagem de alta autoridade, abordando ESG e estratégia para C-levels e lideranças.

No Instagram, o storytelling entrou como ferramenta central para traduzir dados densos em conteúdos acessíveis, nos quais qualquer pessoa pudesse se reconhecer.

O princípio que guiou a redação foi claro: ser profundo sem ser acadêmico e acessível sem ser superficial.

Redação e design em sintonia

Nada disso seria possível sem um processo colaborativo entre redação e design. Desde o início, texto e imagem foram pensados juntos, em diálogo constante, ajustando decisões e refinando caminhos ao longo do processo.

imagem ilustrativa de como âme storytelling transformou dados em narrativa para o instituto akatu na pesquisa dataraça

Na redação, a escolha dos dados que precisavam vir à superfície, dos momentos de pausa, provocação e convite à leitura foi feita com cuidado. Os CTAs foram pensados como continuidade da conversa, não como obrigação.

imagem ilustrativa

No design, ritmo, respiro, hierarquia e escolhas gráficas ajudaram o conteúdo a ser lido, e não apenas visto. Infográficos, mapas e elementos visuais traduziram parágrafos inteiros das pesquisas em informações visualmente palpáveis.

imagem ilustrativa dos posts vss produzidos pela Âme

Cada projeto dentro do Akatu teve uma identidade visual própria, conectada às emoções e narrativas que precisavam ser comunicadas. No caso da VSS, cores, ícones e imagens dialogavam diretamente com os eixos centrais da edição de 2025.

Texto e imagem caminharam juntos, em troca constante.

Dados em narrativa: storytelling para negócios de impacto social

Esse projeto reforça uma convicção central da Âme: comunicar impacto social é um ato de responsabilidade. Não se trata apenas de visibilidade, mas de coerência entre discurso, prática e forma de comunicar.

Marcas falam o tempo todo. Mas nem todas são escutadas.

Quando uma marca se posiciona, apoia uma causa ou assume compromissos sociais, ela influencia comportamentos, escolhas e imaginários. Sem narrativa, ações viram ruído. Sem contexto, dados viram números soltos. Sem intenção, até boas iniciativas perdem força.

É por isso que, para a Âme, storytelling não é estética. É estrutura. É estratégia. É o que dá sentido, continuidade e verdade ao que uma marca faz no mundo.

imagem ilustrativa dos posts dataraça e edukatu produzidos pela Âme

Impacto não se improvisa

No fim, esse trabalho não foi sobre postar mais conteúdos. Foi sobre contar melhor. Escolher com cuidado o que dizer, como dizer e quando dizer, respeitando tanto a complexidade dos temas quanto a inteligência de quem acompanha a marca.

Usar diferentes faces do storytelling para comunicar dados duros da realidade com linguagem profissional, sensível e acessível. Fazer com que cada conteúdo tivesse peso, intenção e impacto real.

Na Âme, acreditamos que transformar dados em narrativa é o que permite gerar conexão real, responsabilidade comunicacional e impacto social verdadeiro.

E é assim que transformamos dados em narrativa, narrativa em conexão e conexão em impacto.

Em breve, compartilharemos mais um case que une branding e sustentabilidade para mostrar esse processo em ação.

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