ESG e Storytelling: como marcas com propósito constroem reputação e impacto real

   18/02/2026  |     Victória Lieberknecht

Vamos aos fatos! O ESG deixou de ser um diferencial competitivo para tornar-se um critério básico de credibilidade das marcas. Ainda assim, muitas delas seguem enfrentando um desafio central: como transformar compromissos socioambientais e de governança em algo vivo, compreensível e facilmente perceptível por quem está dentro e fora da empresa?

É nesse ponto que o storytelling entra como aliado estratégico da agenda ESG. Não como ferramentas de discurso, mas como estruturas capazes de organizar valores, práticas e experiências em uma narrativa coerente, humana e sustentável no longo prazo.

Para nos aprofundarmos um pouco mais no assunto, entrevistamos nossa parceira e cliente, Fernanda Grottera, especialista em sustentabilidade corporativa, estratégia ESG e comunicação com propósito. A partir do olhar técnico dela, explicaremos a você neste breve artigo como essa integração entre áreas é essencial para marcas que desejam construir reputação sólida e gerar impacto real. Vamos lá?

ilustração de uma casa mostrando a fundação dela como ESG e a casa como storytelling. ESG e Storytelling

ESG cria estrutura. Storytelling cria conexão

Em termos gerais, as iniciativas voltadas para as pessoas, a sustentabilidade e a governança são tudo aquilo que dá forma à marca: valores, posicionamento, símbolos, cultura e propósito. Já o storytelling é o que transforma essa estratégia em algo tangível, capaz de gerar identificação e vínculo emocional. Então é por isso que este casamento entre áreas tem dado tão certo.

Na visão de Fernanda, ESG e storytelling complementam-se justamente quando a estratégia deixa de ser apenas conceitual e passa a ser vivida e narrada de forma consistente. Ou seja, é quando valores deixam de existir apenas em documentos e começam a aparecer nas escolhas, nos produtos, nas operações e na forma como a marca se relaciona com as pessoas – sejam elas clientes, investidores ou equipe interna.

“O storytelling dá vida aos valores de uma marca.” – Fernanda Grottera

Em outras palavras, marcas sustentáveis que se destacam hoje não são aquelas que apenas comunicam boas intenções, mas as que conseguem expressar sua verdade por meio de narrativas alinhadas à prática. Exatamente como acontece com negócios que integram impacto positivo à operação e à experiência do consumidor.

ilustração de um megafone, saindo dele a frase “aqui tudo é real” ESG e Storytelling

ESG não é discurso. É vivência.

Um dos pontos centrais da agenda ESG é a coerência entre o que a marca diz e o que ela faz. E isso muda completamente a lógica da comunicação. Fernanda defende que estamos vivendo uma inversão importante:

“Mais do que marcas que se comunicam, precisamos de marcas que vivam seus valores. Ou seja,  marcas que engajam, se posicionam, assumem responsabilidades e constroem relações reais com seus públicos.”

Nesse contexto, o storytelling não funciona como uma camada estética, mas como consequência de um negócio responsável. A narrativa passa a revelar uma vivência real e não apenas a maquiar um discurso. Isso porque quando bem construído, o storytelling ajuda a antecipar necessidades, criar conexões mais naturais e tornar visível aquilo que já acontece dentro da organização.

ilustração com a palavra “greenwashing”

Do propósito ao impacto percebido

No dia a dia, transformar valores intangíveis em experiências reais é um dos maiores desafios das marcas contemporâneas. E também um dos pontos mais sensíveis quando falamos de ESG.

Por isso, Fernanda alerta para o crescimento dos casos de greenwashing e para a importância de consistência entre discurso e prática. Um branding eficaz, segundo ela, exige alinhamento total entre estratégia, cultura, tom de voz, identidade visual e verbal, sempre sustentado por ações concretas e mensuráveis.

Esse alinhamento é o que permite que a sustentabilidade deixe de ser apenas um posicionamento institucional e passe a ser percebida no dia a dia da marca, tanto por colaboradores quanto por consumidores e parceiros.

Storytelling, ESG e reputação no longo prazo

Em outras palavras, marcas fortes não são apenas reconhecidas: são lembradas, sentidas e dignas de confiança. E isso só se constrói com tempo, coerência e vínculo.

Conforme Fernanda, “para ser inesquecível, uma marca precisa criar vínculos que transcendem o consumo”. Isso acontece quando storytelling, práticas ESG genuínas e tecnologias emergentes caminham juntos, sempre a serviço de soluções reais e responsáveis. Nesse cenário, o storytelling deixa de ser apenas comunicação e passa a ser uma ferramenta estratégica para organizar sentido, aprofundar identidade e sustentar reputação no longo prazo.

“Para ser inesquecível, uma marca precisa criar vínculos que transcendem o consumo.” – Fernanda Grottera

ilustração com a frase “Escolhas sistêmicas” + foto da Fernanda grottera - ESG e Storytelling

Boas práticas ESG que realmente fazem diferença

Na prática, o impacto acontece quando a sustentabilidade é integrada a toda a cadeia do negócio: da produção à experiência do cliente.

Tendo isso em vista, Fernanda destaca que marcas que trabalham com métricas transparentes, relatórios consistentes e envolvimento ativo de stakeholders conseguem gerar impacto mais profundo e duradouro. Ou seja, mais do que ações isoladas, são escolhas sistêmicas que atravessam todas as áreas da empresa.

Nesse sentido, ela reforça que a sustentabilidade é transversal e coletiva. Isso porque problemas complexos exigem soluções sistêmicas (e isso só é possível quando toda a organização se move na mesma direção).

Onde o storytelling entra na comunicação ESG

Aplicado à agenda ESG, o storytelling ajuda marcas a:

  • Organizar narrativas coerentes entre estratégia, cultura e prática;
  • Engajar equipes internas em torno de um propósito comum;
  • Comunicar impacto de forma acessível, humana e verdadeira;
  • Fortalecer reputação e confiança no longo prazo;
  • Evitar rupturas entre discurso e realidade;

Isso significa que mais do que contar histórias, ESG, branding e storytelling tratam-se de dar significado, intenção e forma às histórias que já estão sendo vividas pelas organizações.

ilustração de uma jovem dizendo “Não troco não! Essa marca faz parte da minha história.” ESG e Storytelling

Sustentabilidade, storytelling e marcas que querem durar

Em resumo, a agenda ESG exige profundidade, responsabilidade e consistência. Só então o storytelling, quando bem aplicado, sai da imagem artificial e revela quem a marca é, como age e no que acredita.

Para marcas que desejam gerar impacto positivo, fortalecer reputação e construir valor sustentável, integrar storytelling e ESG não é mais uma escolha estética. É uma decisão estratégica sobre o futuro. E estamos preparadas para isso. Vamos conversar?

Card com texto e foto: Victória Lieberknecht, Jornalista, Redatora e Planejadora da Âme

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