Storytelling como sistema: como a Âme transformou dados densos em narrativa viva para o Instituto Akatu
Comunicar impacto social exige mais do que boas intenções. Exige método, leitura de contexto e, principalmente, a capacidade de transformar dados em narrativa. Não uma narrativa genérica ou publicitária, mas uma construção capaz de sustentar temas complexos, traduzir informações densas e criar conexão real com diferentes públicos. Tudo sem perder profundidade, responsabilidade ou sensibilidade.
Neste post, a Âme compartilha os bastidores de um trabalho que uniu estratégia, redação, design e storytelling para transformar dados em narrativa, criando conteúdos acessíveis, humanos e relevantes – fortalecendo a autoridade do Instituto Akatu como referência nacional em consumo consciente.
Quando o Instituto Akatu chegou até a Âme, o desafio era claro e, ao mesmo tempo, complexo: comunicar dois relatórios densos e fundamentais sobre consumo e sustentabilidade no Brasil e um prêmio internacional da UNESCO, sem que isso soasse frio, excessivamente institucional ou autopromocional.
A fonte de informação era robusta:
O risco era evidente. Trabalhos profundos poderiam facilmente ser reduzidos a comunicados isolados, fragmentados e pouco conectados com quem está do outro lado da tela. Informações importantes correriam o risco de virar apenas mais uma notícia no feed. Vistas, mas não sentidas.
Desde o início, a decisão foi clara: não tratar o storytelling como acabamento, mas como estrutura. Isso significava assumir que a narrativa não entraria no final do processo, mas guiaria todas as escolhas, do planejamento à execução, do texto ao design, do primeiro post ao último.
Na prática, isso significou organizar os dados, definir ritmos, escolher recortes e construir uma narrativa contínua, onde cada conteúdo soubesse:
O objetivo não era simplificar os dados, mas traduzir complexidade sem perder profundidade. Criar conteúdos informativos e relevantes, mas que também despertassem interesse, empatia e reflexão. Conteúdos que pudessem ser compreendidos racionalmente, mas também sentidos – porque impacto real acontece quando informação e emoção caminham juntas.
A partir disso, o planejamento se estruturou em três grandes frentes. Embora distintas entre si, todas estavam conectadas por um mesmo fio narrativo, pensado para dar coerência, continuidade e sentido ao conjunto da comunicação.
O reconhecimento internacional precisava ser traduzido em orgulho, relevância e impacto no Brasil. Mais do que anunciar a conquista, o desafio era mostrar o que ela representava em termos de educação, futuro e transformação social.
Um estudo urgente, profundo e sensível. Falar sobre racismo no consumo exigia empatia, responsabilidade e coragem narrativa.
Aqui, o storytelling ajudou a comunicar dados duros da realidade sem simplificar nem silenciar. A linguagem verbal e visual foi usada para evidenciar o tamanho da população historicamente invisibilizada pelo mercado – inclusive com decisões simbólicas, como colocar e retirar pessoas negras das imagens, ampliando a percepção de ausência e presença.
Já consolidada e em sua 7ª edição, a VSS foi estrategicamente conectada à COP30, criando senso de atualidade, urgência e diálogo com os debates globais sobre sustentabilidade.
Essa conexão ajudou a gerar engajamento qualificado e a posicionar a pesquisa dentro de um contexto maior, que extrapola números e gráficos.
Um dos maiores desafios do projeto foi a linguagem. Não apenas o que dizer, mas como dizer, em que tom, em que profundidade e em qual contexto. Era necessário falar, ao mesmo tempo, com:
A solução foi respeitar as especificidades de cada canal. No LinkedIn, textos pensados exclusivamente para a plataforma, com linguagem de alta autoridade, abordando ESG e estratégia para C-levels e lideranças.
No Instagram, o storytelling entrou como ferramenta central para traduzir dados densos em conteúdos acessíveis, nos quais qualquer pessoa pudesse se reconhecer.
O princípio que guiou a redação foi claro: ser profundo sem ser acadêmico e acessível sem ser superficial.
Nada disso seria possível sem um processo colaborativo entre redação e design. Desde o início, texto e imagem foram pensados juntos, em diálogo constante, ajustando decisões e refinando caminhos ao longo do processo.
Na redação, a escolha dos dados que precisavam vir à superfície, dos momentos de pausa, provocação e convite à leitura foi feita com cuidado. Os CTAs foram pensados como continuidade da conversa, não como obrigação.
No design, ritmo, respiro, hierarquia e escolhas gráficas ajudaram o conteúdo a ser lido, e não apenas visto. Infográficos, mapas e elementos visuais traduziram parágrafos inteiros das pesquisas em informações visualmente palpáveis.
Cada projeto dentro do Akatu teve uma identidade visual própria, conectada às emoções e narrativas que precisavam ser comunicadas. No caso da VSS, cores, ícones e imagens dialogavam diretamente com os eixos centrais da edição de 2025.
Texto e imagem caminharam juntos, em troca constante.
Esse projeto reforça uma convicção central da Âme: comunicar impacto social é um ato de responsabilidade. Não se trata apenas de visibilidade, mas de coerência entre discurso, prática e forma de comunicar.
Marcas falam o tempo todo. Mas nem todas são escutadas.
Quando uma marca se posiciona, apoia uma causa ou assume compromissos sociais, ela influencia comportamentos, escolhas e imaginários. Sem narrativa, ações viram ruído. Sem contexto, dados viram números soltos. Sem intenção, até boas iniciativas perdem força.
É por isso que, para a Âme, storytelling não é estética. É estrutura. É estratégia. É o que dá sentido, continuidade e verdade ao que uma marca faz no mundo.
No fim, esse trabalho não foi sobre postar mais conteúdos. Foi sobre contar melhor. Escolher com cuidado o que dizer, como dizer e quando dizer, respeitando tanto a complexidade dos temas quanto a inteligência de quem acompanha a marca.
Usar diferentes faces do storytelling para comunicar dados duros da realidade com linguagem profissional, sensível e acessível. Fazer com que cada conteúdo tivesse peso, intenção e impacto real.
Na Âme, acreditamos que transformar dados em narrativa é o que permite gerar conexão real, responsabilidade comunicacional e impacto social verdadeiro.
E é assim que transformamos dados em narrativa, narrativa em conexão e conexão em impacto.
Em breve, compartilharemos mais um case que une branding e sustentabilidade para mostrar esse processo em ação.
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